Muitas mulheres continuam trabalhando por medo de não ter renda suficiente na aposentadoria. Entenda de onde vem esse medo e o que pode ser feito para se preparar com mais segurança.
Para muitas mulheres, a ideia de parar de trabalhar causa medo, insegurança e até tristeza.
Esse medo de parar de trabalhar surge quando a aposentadoria parece próxima, mas o futuro financeiro parece incerto, ou quando o trabalho se tornou a base da sua rotina, identidade e sustento.
Mas você não está sozinha.
Neste artigo, vamos falar sobre por que isso acontece e como enfrentar esse medo com planejamento, cuidado e estratégia.
Por que o medo de parar de trabalhar é tão comum?
Esse medo de parar de trabalhar antes da aposentadoria geralmente está ligado à falta de confiança no valor do benefício ou ao receio de depender financeiramente de outras pessoas.
Isso é especialmente comum entre mulheres que passaram anos se dedicando aos filhos, à casa e, muitas vezes, trabalhando informalmente ou contribuindo com valores baixos para a previdência.
Além da questão financeira, para muitas mulheres o trabalho é mais do que sustento: é também um espaço de pertencimento, utilidade e realização pessoal.
De onde vem esse medo?
Esse medo não é fraqueza. É proteção.
Para muitas mulheres, a renda vinda do trabalho é o que garante liberdade, estabilidade e até dignidade.
Parar de trabalhar parece perder tudo isso de uma vez e com uma renda menor.
Além disso, os sistemas de aposentadorias, seja geral (INSS) ou próprio (RPPS – serviço público) são cheios de regras, siglas e cálculos confusos. Isso faz com que a aposentadoria pareça um salto no escuro.
E a insegurança só aumenta quando:
– Não sabemos quanto vamos receber,
– Não temos certeza se temos direito,
– Ou ouvimos histórias ruins de outras pessoas que se aposentaram mal.
Trabalhar mais tempo para aumentar a aposentadoria nem sempre resolve
Muitas mulheres decidem continuar trabalhando “mais um pouco” para tentar aumentar a aposentadoria.
Mas, na prática, nem sempre esse esforço faz tanta diferença no valor do benefício.
Às vezes, o que está reduzindo o valor não é o tempo de contribuição, mas a média salarial ou erros no CNIS que precisam ser corrigidos.
Continuar trabalhando só por medo, sem entender se isso está ajudando de fato, pode causar mais desgaste emocional e físico do que solução.
O que pode ser feito para lidar com o medo de parar de trabalhar e se sentir segura??
A chave para enfrentar o medo de parar de trabalhar está na clareza.
Saber exatamente:
– Quanto tempo de contribuição você tem,
– Quanto ainda falta (se faltar),
– Qual valor aproximado pode receber,
– E o que pode ser feito para melhorar isso (ou se já está no ponto certo).
Com essas respostas, muitas mulheres descobrem que já poderiam se aposentar tranquilamente ou que faltam apenas ajustes simples para afastar o medo e tomar uma decisão segura.
E se o valor for realmente baixo?
Mesmo que o valor estimado para a sua aposentadoria seja menor do que você imaginava, isso não precisa significar insegurança e alimentar ainda mais o seu medo de parar de trabalhar.
Algumas estratégias podem ajudar a melhorar o cenário:
– Continuar contribuindo por mais tempo (de forma planejada e sem desgaste desnecessário),
– Corrigir erros no CNIS,
– Complementar contribuições antigas,
– Verificar possibilidades de revisão após se aposentar.
E, em alguns casos, organizar as finanças e repensar o estilo de vida pode trazer mais tranquilidade do que insistir em trabalhar por medo de parar e perder renda.
Conclusão
Ter medo de parar de trabalhar é humano, especialmente quando se trabalhou tanto para conquistar independência.
Mas é possível olhar para essa fase com mais confiança, com planejamento e sem se deixar paralisar pela dúvida.
Aposentadoria não é o fim de nada. É o começo de um novo tempo, e ele pode ser leve, digno e verdadeiro.
Thaysa Milanez
Advogada Especialista em Previdência e Patrimônio Familiar
Para mulheres que valorizam seus direitos, sua história e o futuro que desejam viver
*Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a orientação jurídica personalizada.